sábado, 12 de dezembro de 2015

Compostagem - Ajudando o meio ambiente

Comecei a fazer compostagem há exatos 3 anos e cada dia que passa me sinto mais motivado em aumentar minha contribuição com o meio ambiente. O composto, utilizo aqui em casa para adubação de minha pequena horta orgânica e nas plantas do jardim. Faço mudas de diversas árvores do cerrado norte mineiro e levo com frequência para a roça no intuito de diminuir o impacto ambiental causado pelo longo período de exploração por conta da pecuária de corte. Sei que só o meu esforço não vai resolver muita coisa, por isso estou compartilhando com vocês minha experiência pessoal para que mais pessoas se sintam "tocadas" pelo poder da natureza. A meliponicultura abriu portas para diversas áreas voltadas para a preservação ambiental. Mas o que adianta ser a favor da preservação ambiental e nada fazer para melhorar o ambiente onde vivo? Eis o grande problema que quero ajudar a amenizar, pelo menos dentro do meu círculo de contatos. A seguir links de empresas comprometidas com o meio ambiente: http://www.ecycle.com.br http://www.moradadafloresta.org.br http://cadicominhocas.blogspot.com.br Com minhas abelhas estou testando caixas novas, na realidade são xaxins de fibra de coco, uma excelente opção de fácil aquisição e ecologicamente correto. Não sei exatamente de quem foi a ideia inicial de utilizar xaxins de fibra de coco, lembro de ter visto uma publicação da Silvana Teles a respeito. Quem souber o autor me avise para que possa dar os créditos aqui no blog.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Período de chuvas = Forídeos ???

Bem que o título dessa postagem poderia ser diferente, tipo: período de chuvas = alta produção, divisões, colheita de mel, etc. Mas aqui no norte de minas, região de seca prolongada e chuva somente no final do ano, é o período onde a ocorrência de forídeos fica visível e caso não haja uma ação eficaz do meliponicultor a perda do enxame ocorre em poucos dias. Vejo vários vídeos de como resolver esse problema espalhados pela internet, vou divulgar alguns links interessantes ao final da postagem. Alguns pontos devem ser bem avaliados pelo meliponicultor sempre que for fazer manejo de seus enxames: - Verificar se os potes de mel ou lâminas de cera estão melados (úmidos) externamente. Indica movimentação de larvas. - Trocar o vinagre das armadilhas (os forídeos capturados liberam ovos e larvas que conseguem sair da armadilha). - Verificar se existe umidade no fundo da caixa (as larvas só sobrevivem em meio úmido). - Pote de pólen com larvas, retirar com cuidado o pote inteiro. Descartar. - Em enxames fracos ou divisões recentes retire sempre o acúmulo de fezes. - Algumas espécies de abelhas acumulam mais úmidade internamente, verifique qual a caixa ideal. - Retire as mosquinhas com um pincel e sopre para que elas saiam do fundo. - Evite acúmulo de lixo e ou matéria orgânica próximo do meliponário. - Vede todas as frestas da caixa. Eu utilizo cola PVA e fita crepe. Algumas espécies são mais vulneráveis ao ataque de forídeos. No caso da uruçú amarela (mondory), os forídeos atacam os discos de cria rapidamente. Caso não seja feito um combate eficaz as possibilidades de perder esse enxame são grandes. Exemplifiquei a mondory por ser endêmica de minha região, mas serve de alerta para várias outras espécies. - Modelo de caixa com controle de umidade: http://meliponariopivoto.blogspot.com.br/2011/12/caixa-racional-para-asf-urucu.html - Modelo de armadilha para forídeos: https://www.youtube.com/watch?v=EHBl5e_-x-s Não dispenso o uso das armadilhas internas, mas vale ressaltar que alguns dos métodos listados acima devem ser feitos em caso de infestação. Caso não haja presença de forídeos e a colônia esteja bem vale a idéia de perturbação mínima. Espero ter ajudado...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Caixas Racionais...

Existem vários modelos de caixas racionais para melíponas, cada uma com sua particularidade. Todas são elaboradas através de muita observação e estudo do comportamento de nossas abelhas nativas. Ainda não tive a oportunidade de testar todos os modelos, por vários motivos: uns são de fabricação extremamente complicada e em outros modelos a fabricação até que é simples mas minhas habilidades como marceneiro não têm me ajudado muito. Semana passada recebi um email de um amigo meliponicultor me falando sobre um modelo novo de caixa para abelhas jataí - jataí inteligente. de autoria do Sr.Aílton Fontana da apicultura flamboyan. Caixa muito interessante por sinal. Como ia ter que fazer divisões de minhas abelhas, em especial jandaíras e mandaçaias, resolvi comprar caixas da empresa APIMELO que está localizada na cidade Pará de Minas/MG. Optei pelo modelo 403 e fiz algumas alterações seguindo a idéia do Sr.Aílton Fontana. Coloquei arames na parte inferior dos quadros e estou utilizando folhas plásticas pretas e transparentes para serem a tampa vazada do sobre ninho. Assim os manejos poderão ser feitos sem que o enxame sofra maiores danos. Esse plástico pode ser adquirido facilmente em papelarias, é só procurar por capas para encadernação. Ainda estou testando e em breve poderei mostrar os resultados obtidos e comentar sobre a evolução do enxame com o passar dos meses. Assim que possível postarei fotos das caixas com suas modificações. Caso o Sr.Aílton fontana leia esse email quero deixar um pedido: me mande uma caixa dessa. Gostei muito da idéia e espero que em breve tenhamos mais novidades.

domingo, 6 de novembro de 2011

Reflorestamento nacional...

Hoje no Globo Rural uma das reportagens me chamou muito a atenção. Falava sobre uma planta Brasileira utilizada no reflorestamento de áreas degradas seja pela extração ilegal de madeira ou pela exploração de áreas como pastagens para criação de gado. O paricá possui muitas semelhanças com o eucalipto, mas algumas características o tornam muito vantajoso com relação ao seu concorrente estrangeiro. A principal delas é se tratar de uma árvore nativa que ocorre na Amazônia brasileira, venezuelana, colombiana, peruana e boliviana. No Brasil, é encontrado nos Estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Rondônia, em solos argilosos de florestas primárias e secundárias, tanto em terra firme quanto em várzea alta. Ocorre em altitudes de até 800m.
Árvore de rápido crescimento e de menor manejo que o eucalipto, que fixa nitrogênio no solo preservando a umidade natural e florescendo no período de seca proporcionando uma rica fonte de alimento para grande parte dos seres que habitam em suas proximidades. Outra característica importante, principalmente para o pequeno produtor é que o paricá pode ser plantado em consórcio com outros tipos de cultivares como por exemplo o milho, feijão, girassol, algodão e até mesmo a mandioca. A sua madeira atinge melhor preço de mercado e é muito procurada por mercados estrangeiros como por exemplo EUA, grande importador dessa madeira. Em comparação com o eucalipto o preço do m3 do paricá está cotado a R$ 140,00 e o do seu concorrente estrangeiro em apenas R$ 40,00. A madeira é de melhor qualidade para a produção de compensados e MDF utilizados na construção civil e indústria moveleira respectivamente. A embrapa está desenvolvendo um projeto de melhoria genética do paricá para que em breve possamos ter maior precocidade e produção dessa espécie vegetal que pode ser num futuro próximo uma ótima alternativa para o reflorestamento também em áreas da região sudeste e centro-oeste do nosso país. Nome popular: Paricá Nome científico: Schizolobium amazonicum De acordo com pesquisas realizadas no estado do Pará para cada 1 ha de reflorestamento com paricá são preservados outros 34 ha de mata nativa uma vez que a indústria de beneficiamento de sua madeira e o pólo moveleiro recém instalado no estado absorveram grande parte da mão de obra que antes eram utilizadas na extração ilegal de madeira. Outra informação importante é de que em comparação com a pecuária tradicional o reflorestamento com paricá chega a ser 4 vezes mais rentável. (De acordo com ex-pecuarista do estado do Pará).
No nosso país existem grandes possibilidades, que trabalhadas com inteligência, amor a NOSSA terra, dedicação e principalmente conscientização da população e de nossos governantes podemos transformação a realidade de muitos Brasileiros com trabalho e dignidade.

Fonte: Globo Rural e internet.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Chuvas no Norte de Minas

Depois de longos meses de seca fomos agraciados com a benção das chuvas de fim de ano. Aqui as chuvas ocorrem somente no meses de outubro, novembro, dezembro e parte de janeiro. No restante do ano somente sol e muito calor. A transformação da vegetação é quase que imediata, basta algumas horas de chuva pra tudo mudar de cor... o verde começa a predominar sobre o amarelo fosco da vegetação ressequida. As primeiras floradas já começaram, em especial o pequi que nos fornece rico alimento durante um bom período. É período de "fartura", o agronegócio acelera e as famílias da zona rural comemoram os bons resultados. E como não falarmos de nossas abelhas??? Bastou as primeiras flores aparecerem, e olha que nem são muitas, e a movimentação triplicou. Para mim está sendo maravilhoso ver tanta movimentação, tinha divisão que pensei que nem iria vingar devido a falta de pólen para alimentar a colônia. Nessa colônia já observei 1 disco de postura novo com muitas células e 1 segundo disco em formação. A técnica da produção de pólen artificial ainda não coloquei em prática, mas estou procurando juntar o máximo de informações para me prevenir no próximo ano.
As guerreiras jandaíras, acostumadas com a vida difícil na região de caatinga se recuperam rapidamente do período seco. O que me deixou muito surpreso é a movimentação frenética das uruçús nordestinas, trabalham muito e trazem grandes quantidades de pólen por abelha. Achei fantástico. Adquiri essa colônia recentemente e devido a alguns problemas no transporte mais da metade das abelhas morreram inclusive a rainha. Mesmo com esse problema as abelhas mostraram um grande poder de superação e em apenas 15 dias já produziram 9 potes de alimentos (mel e pólen) cheios. Quase 1 pote por dia com uma população menor que a metade dela em condições normais. Isso me impressionou demais, e embora ainda não tenha visualizado a rainha acredito que essa já tenha sido formada devido a grande quantidade de entrada de pólen. Outra coisa importante a ser relatada, essa colônia possui 18cm de postura da rainha anterior e a altura total da caixa é de 30cm (24x24x30).
Assim que a colônia se recuperar acredito que ela poderá ter até 50cm de altura tamanha a força dessa espécie. Eu estou ajudando com alimentação artificial mesmo sendo uma época favorável, quero que ela se recupere o mais rápido possível.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Falta de padrões...

Nessa postagem quero externar a minha opinião a respeito de aquisição, tipos de caixa, embalagens de envio e formas de envio. Com relação a aquisição de novos enxames encontro as seguintes dificuldades: Valores de enxames - enquanto em um determinado fornecedor o enxame custa R$ 200,00 o mesmo enxame em outro fornecedor custa R$ 400,00. E, não é pq o enxame de valor maior é melhor. É muito comum ser o contrário, basta saber de quem adquirir. Esse é um ponto que deveria ser melhor discutido entre os criadores na tentativa de termos um parâmetro de avaliação de preços. Não estou dizendo aqui o preço que cada um deve colocar em seu produto, não é isso. Somente estou propondo uma base de valor para saber se o preço está abusivo ou não. É muito bom saber que os meliponicultores se esforçam para criar métodos, ferramentas e caixas racionais para um melhor desempenho das colônias. Mas por outro lado, ao adquirir um novo enxame existe a possibilidade de vir nas mais diversas formas, medidas, tipos de madeiras e "acabamentos". (esse último por exemplo anda faltando). Seria interessante uma padronização para facilitar as trocas, aquisições e vendas de enxames. Se queremos que o governo aceite a meliponicultura da mesma forma que legalizou a apicultura precisamos de ter um padrão, precisamos de organização. A forma como devem ser embalados os enxames também deveria ser melhor esclarecida para não nos depararmos com nenhuma surpresa. Outra questão é a melhor forma de envio, se é por sedex ou por transportadora. Essa semana não consegui realizar uma compra pelo motivo do fornecedor não enviar enxames via sedex; ou manda por transportadora ou a pessoa retira no local. Isso dificulta demais a vida de muita gente, inclusive a minha. O que me chateia muito é saber que as vezes se perde um tempo precioso debatendo questões esdruxulas ao invés de tratarmos do que realmente interessa que é divulgar a meliponicultura e criar nas pessoas um espírito de preservacionismo que nós meliponicultores exercitamos diariamente.

domingo, 28 de agosto de 2011

Expansão do eucalípto

Visitei recentemente a cidade de Itamarandiba/MG - Vale do jequitinhonha. Fui convidado pelo meliponicultor e também preservacionista Daniel Fernandes. Existem espécies como a uruçú amarela, guaraipo, guiruçú, mandaçaia QA, manduri, moça branca, mocinha preta, mandaguari amarela e muitas outras. Várias das espécies citadas acima tive oportunidade de ver na natureza, coisa que só tinha feito pela internet mesmo. Na minha região a mandaçaia QA praticamente desapareceu. Dificilmente é encontrada na natureza. Lá ela ainda é abundante, porém a expansão do eucalipto pode destruir esse ecossistema que resiste mesmo a tantas adversidades. Foi uma viagem longa, praticamente 500km ida e volta, mas valeu a pena. Durante o trajeto, praticamente metade acompanhado por plantação de eucalipto, pude perceber como a cultura dessa espécie vegetal pode modificar uma região. As vezes ficava em dúvida sobre minha opinião a respeito do eucalipto. Por ser preservacionista ficava terminantemente contra, mas por outro lado vendo a dependência da cidade pela exploração do eucalipto, me perdia nos meus pensamentos. Até o presente momento não consegui encontrar uma solução que favoreça os 2 lados: ambiental e financeiro. O que me deixou um pouco mais confortável foi saber por intermédio do próprio Daniel que ele possivelmente irá se lançar como vereador na cidade e sua proposta de trabalho principal será a conscientização da população quanto a preservação ambiental de maneira sustentável de forma que a exploração do eucalipto seja realizada sem prejudicar com tamanha proporção a natureza como é feito nos moldes atuais.
Lá, a produção de carvão também é uma grande fonte de renda para a população. Preocupante; a quantidade de fumaça na estrada e em diversos pontos da cidade é assustador. As colônias de abelhas eram queimadas sem nenhum pudor. Graças ao trabalho do Daniel Fernandes essa realidade está pouco a pouco mudando. Alguns produtores rurais já possuem em suas casas caixas racionais de abelhas penduradas em suas varandas. Outros separam as toras que possuem enxames para que seja retirado antes que seja levado ao forno de carvão. Ainda estamos longe do ideal, sabemos disso, mas fico feliz em saber que de alguma forma estamos colaborando e fazendo a nossa parte.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Fossas sépticas biodigestoras

Uma boa dica pra utilizar na sua propriedade rural ou até mesmo ajudar/ensinar um povoado conhecido que seja carente de informações preciosas como as que veremos a seguir:
A maioria das propriedades rurais do interior do Brasil utiliza fossas sanitárias escavadas como cisternas secas para receber o lixo sanitário de suas residências. Esse composto é altamente poluidor e a forma como é armazenado propicia a proliferação de microorganismos nocivos que irão contaminar o lençol freático que abastece as cisternas ou riachos próximos, além de proliferação de baratas, escorpiões e outras pragas.
Nos links abaixo você verá de forma bem ilustrada e com riqueza de detalhes a maneira mais prática de construir sua fossa séptica biodigestora.
Link 1 : http://www.youtube.com/watch?v=hLd6PxYqN9Y&playnext=1&list=PL426EEE6986B3EE4F
Link 2 : http://www.youtube.com/watch?v=y81hOYezYpQ&playnext=1&list=PL426EEE6986B3EE4F
Estou indo amanhã cedo pra roça fazer o manejo de minhas apis e melíponas e repassar o conhecimento adquirido ao longo dessa semana para os "camaradas" que trabalham lá.
Semana produtiva com certeza.

Faça você mesmo...

Pesquisando na internet por diferentes espécies de melíponas pelo mundo acabei encontrando um vídeo interessante sobre permacultura onde o dono da propriedade construiu uma estufa para cultivo de hortaliças e árvores frutíferas diversas. Nessa estufa foi introduzida uma caixa de trigona carbonaria. Logo de cara percebemos se tratar da Austrália ou regiões próximas. Mas o que me chamou atenção nesse vídeo foi a "reciclagem" do lixo doméstico para produção de húmus utilizado na pequena lavoura. O proprietário instalou um pequeno minhocário constituído de 3 caixas grandes de plástico (tamanho parecido com o de um engradado de cerveja) sobrepostas, sendo as duas primeiras com o fundo perfurado para passagem de líquidos (chorume) e minhocas. A compostagem é feita com sobras de alimentos, folhas, pequenos galhos, folhas de papel, cerragem e frutos apodrecidos. Como o conjunto é fechado com tampa, não existe proliferação de mosquitos (pelomenos é o que se espera) e o chorume é retirado 2 vezes por semana sendo novamente utilizado na primeira caixa ou nas plantas do quintal. Achei extremamente interessante e resolvi compartilhar com o máximo de pessoas possível para que de certa forma possamos dar nossa contribuição (além das melíponas) com o meio ambiente no quesito produção de lixo doméstico. Imagine se 60% da população da cidade de São Paulo utilizasse esse método? Você tem idéia da quantidade de lixo/dia que deixaria de ser acumulados de forma inadequada nos aterros sanitários? Pois é, se pensarmos assim de maneira global poderemos mudar e muito a situação atual do nosso planeta. Vamos lá, faça a sua parte... Eu já estou fazendo a minha.
Abaixo, adicionei alguns links para quem quiser se aprofundar um pouco mais no assunto.
http://www.maiscommenos.net/blog/2009/04/como-fazer-um-minhocario-domestico/
http://www.minhobox.com.br/
http://atitudeco.com.br/2010/09/21/composteira-de-minhocas-em-meu-apartamento/

Novas opções vegetais

ACÁCIA MANGIUM

REFLORESTAMENTO DE "ACACIA MANGIUM" RENDE U$91,000/HECTARE

Acacia Mangium é uma nova árvore capaz de produzir madeira de excelente qualidade, crescer 5 m/ano ou 321,93 m3/ha em 5 anos e produtos apícolas e tanino de boa aceitação nos mercados nacional e internacional. Na Índia, a espécie vem sendo empregada em substituição à Teca (Tectona grandis), com vantagem e maior lucratividade, rendendo até US$91.856,75 por hectare, desconsiderando o aproveitamento da madeira de desbaste, do tanino, do mel extraído das folhas e flores, da própolis, da cera, da geléia real e da forragem das folhas que contém 41% de proteína.

Sua madeira é largamente utilizada nas indústrias de base florestal para a fabricação de papel e celulose; móveis de excelente qualidade, portas, carvão, MDF, madeira-cimento, aglomerados, laminados, tábua de fibra de madeira e cimento (WWCB), OSB e moradias, a exemplo do que vêm sendo feito nas Filipinas.

As novas leis ambientais proíbem a extração de madeiras das florestas naturais, conseqüentemente, madeiras de reflorestamento valorizaram muito nos mercados nacional e internacional, assegurando excelentes rendimentos financeiros aos investidores.

Além do retorno econômico garantido, o reflorestamento de Acacia Mangium permite a recuperação dos solos degradados e impróprios para a agricultura.

Com a instituição das novas políticas de despoluição da atmosfera (retirada de CO2 atmosférico), as empresas poluidoras dos países desenvolvidos pagarão aos reflorestadores pela remoção do CO2 lançado na atmosfera. Preços estes que têm oscilado entre US$20 e US$100,00 por tonelada de carbono retirado. Deste modo, a fixação de CO2 pela Acacia Mangium pode proporcionar ganhos adicionais de até US$558.00/ha/ano, mediante a venda de bônus. Esta nova oportunidade de investimento levou a estudar a espécie e desenvolver variedades adaptadas aos mais diferentes climas brasileiros.

No Norte do Brasil, empresários Suíços e Canadenses estão concluindo o plantio de 30.000 hectares de Acacia Mangium, para o abastecimento de uma fábrica de papel e celulose, onde estão investindo 300 milhões de dólares.

A partir de um plantio de Acacia Mangium com seis anos de idade, o empresário poderá formar um grande patrimônio, com retorno garantido, por não importar madeiras de outras regiões e pela venda líquida e certa da madeira excedente.

De fácil cultivo e manutenção, a floresta poderá ser formada e manejada para produção de madeiras para os mais variados fins, sendo que aquelas madeiras de menores diâmetros terão aplicação imediata nas padarias, pizzarias e olarias, antecipando receitas financeiras.

As árvores adultas atingem alturas de 25 a 35 m e 1,10 m de diâmetro e sua elevada capacidade de fertilização e estabilização de solos, têm permitido sua utilização vantajosa no consórcio com café, no sombreamento de cacaueiros, na recuperação de solos bem como na contensão de encostas e rodovias.



Acácias


com 3 anos

Uma floresta de Acacia Mangium trará grande segurança aos empresários, por atender à reposição florestal exigida por lei, por proteger suas terras da erosão, por garantir a manutenção das nascentes de água, por constituir patrimônio de fácil e rápida liquidez e por assegurar a continuidade dos seus negócios.

A rusticidade e o rápido crescimento da espécie possibilitam o aproveitamento e a recuperação das terras impróprias para a agricultura; enquanto a sua boa madeira e elevada produtividade (64,6 m3/ha/ano) permitem o suprimento de madeira na fazenda.

O risco de insucesso no investimento feito no plantio de Acacia Mangium pode ser considerado desprezível, visto que de quase 30.000 hectares desta espécie plantada em diferentes regiões do Brasil, não se registrou nenhum prejuízo.

Madeira de Acacia Mangium para móveis

Sua madeira pode ser facilmente serrada, planada, polida, colada, pregada e receber tratamento preservativo como o CCA para aumentar sua durabilidade em contato com o solo.

A densidade básica da madeira é considerada elevada, permitindo o perfeito uso na fabricação de móveis, bem como suas fibras são curtas, o que a qualifica como ótima para produção de celulose e papel.

O plantio de Acacia Mangium devidamente planejado, permite a perfeita intercalação de culturas agrícolas como o feijão, milho, arroz, soja, amendoim etc., nos dois primeiros anos.

Consórcio Floresta X Pastagem

A partir do terceiro ano de plantio, a exploração da pecuária dentro da floresta é perfeitamente exeqüível, podendo criar até 2,5 cabeças por hectare. A copa ampla e densa permite o seu emprego como quebra-ventos para o cafeeiro, contra a ação dos ventos gelados do inverno.

Consorcio: Acacia X Pecuária X Pastagem

A árvore vem sendo usada com muito sucesso na arborização das ruas de Manila (Filipinas) e de Bankok (Tailândia), para a remoção de poluentes atmosféricos como o enxofre e o chumbo presente nos gases provenientes dos escapamentos dos veículos. Na Malásia e Tailândia, ela é empregada na arborização de sítios, parques, rodovias e ferrovias, para embelezamento e proteção contra erosões diversas.

Recuperação de solo pobres com Acacia Mangium

Sua rusticidade e facilidade de adaptação a diferentes ambientes permitem seu emprego na recuperação de áreas degradadas ou mineradas, com excelentes resultados.

Os constantes lançamentos de CO2 na atmosfera impedem a dissipação do calor terrestre para o espaço. Este CO2 acumulado constitui a matéria prima para a fotossíntese das árvores que resulta na produção de madeira. Empresários da América do Sul, Ásia e África estão reflorestando extensas áreas e vendendo créditos de carbono para ONGs e empresas poluidoras da América do Norte e Europa, ao preço de US$ 20 a US$100/t de carbono retirado da atmosfera.

Vários projetos de reflorestamentos empregando a Acacia Mangium têm sido estabelecidos no mundo para comércio do seqüestro de carbono na Bolsa Climática de Chicago Estudos realizados no Vietnam mostraram que a Acacia Mangium foi capaz de fixar maior quantidade de carbono atmosférico por hectare do que os eucaliptos testados, representando a possibilidade de ganhos adicionais de US$3.348,00 (US$60,00/t) por hectare reflorestado.

Plantio de Acacia Mangium para seqüestro de carbono atmosférico

O Brasil é um país tropical com clima favorável para fixação de carbono por espécies florestais, portanto apto a exploração e comércio do seqüestro de carbono, a exemplo de uma empresa florestal de Minas Gerais que fechou, recentemente, contrato da ordem de 35 milhões de dólares pela venda de certificado de crédito de carbono, para os próximos sete anos. As estimativas para este mercado são otimistas e espera-se uma movimentação anual de 10 bilhões de dólares, sendo que o Brasil tem excelente potencial para responder por parte significativa desse mercado.

Apicultura em floresta de Acácia Mangium

A apicultura em áreas de reflorestamento do Brasil tem mostrando ser uma atividade empresarial lucrativa e atraente, a exemplo de uma empresa florestal de Minas Gerais que planejou produzir 1.200 toneladas de mel, em 2003, cuja produção seria destinada ao Japão, Alemanha, Jordânia e países do Oriente Médio.

As exportações brasileiras de mel passaram de 268.900 quilogramas, em 2000, para 11.240.000 quilogramas em 2002, sendo crescente a procura, ocasião em que o preço do mel atingiu R$150,00 o galão de 18 litros e R$120,00 o quilograma de própolis.

Mel de Acácia vendido na Europa

A apicultura em povoamentos de Acacia Mangium é uma atividade altamente lucrativa porque o néctar é produzido em nectários extraflorais existentes nas folhas e que produzem néctar durante toda época do ano, constituindo excelente pasto para as abelhas, principalmente na Ásia (Vietnam, Tailândia, Austrália) onde a espécie é cultivada em extensas áreas.

Nos povoamentos de Acacia Mangium é possível a exploração de tanino para indústrias de couro, de adesivos e o consorcio com culturas agrícolas, criação de gado, produção de cogumelos comestíveis, tudo ao mesmo tempo e sem prejuízos para nenhuma das atividades.

Tanino de Acácia Mangium

As folhas da Acácia prestam-se grandemente à produção de forragem para alimentação dos animais, por serem muito palatáveis por bovinos, ovinos e caprinos e possuírem 41% de proteína.

Pesquisas científicas sobre suplementação alimentar de ovelhas conduzidas no Oeste da África mostraram que forragem de Acacia Mangium em mistura com Brachiaria humidícula, proporcionou ganho de 4,1 quilogramas de peso, para cada 100 quilogramas de peso vivo, após 21 dias.

Usina Termoelétrica

A demanda por energia elétrica no Brasil tem crescido de maneira assustadora contra uma diminuição da oferta, resultando em medidas de racionamento. Na região Norte do Brasil, muitas cidades de porte médio não possuem energia elétrica; outras possuem sistemas precários de geração pela queima de óleo diesel.

O reflorestamento com Acacia Mangium poderá contribuir significativamente para a geração de energia elétrica, movimentando termoelétricas pela queima de sua madeira. Esta energia poderá ser produzida através da conversão da energia da madeira de Acacia Mangium, utilizando área de plantio 30% menor do que aquelas plantadas com espécies tradicionais, graças a sua elevada produtividade (64,6 m3 por hectare. ano) e seu alto poder calorífico.

Os plantios de Acacia existentes naquela região comprovam sua boa adaptação as condições climáticas locais. A construção e o funcionamento de termoelétricas abastecidas com madeira constituem tecnologias dominadas e comprovadas por uma usina em funcionamento desde os anos 70, com capacidade de 55 MWh e abastecendo uma cidade com 150 mil habitantes. Neste caso, seriam consumidos 360 mil toneladas de madeiras anualmente, o que poderia ser suprido por um plantio de 1.500 ha desta espécie.

Casa de madeira de Acácia Mangium

A utilização de casas de madeira pelos brasileiros data da época imperial, por serem resistentes, duráveis, confortáveis e principalmente, por serem de baixo custo.

Pesquisas desenvolvidas nas Filipinas mostraram a viabilidade técnica e econômica de se produzir casa de excelente qualidade a partir da madeira de Acacia Mangium, mediante a sua transformação em tábuas de fibra de madeira e cimento (Wood wool cement board) que além das características mencionadas, não aquece, dissipa ruído, usa pouco cimento, e é resistente a fungos, cupins e à água.

Os painéis são construídos manualmente ou em sistemas semimecanizados, utilizando madeiras de pequenos diâmetros e possibilitando a população de baixa renda montar uma casa padrão, em pouco mais de 72 horas.

Além destes atributos, as madeiras de pequenos diâmetros produzem excelente madeiracimento (cement-bonded particleboard), OSB (Oriented Strand Board – 650 kg/m3)), Finger-joint de alta resistência e DF (Midium density fiberboard – 700 kg/m3), sendo este último muito superior àqueles obtidos de espécies florestais cultivadas no Japão, para este fim.

Acacia Mangium constitui uma espécie florestal de elevada rentabilidade financeira, razão da existência de mais de 3 milhões de hectares plantados para os mais variados usos na Indonésia, Tailândia, Malásia, Filipinas, Índia, Vietnam e Papua Nova Guiné. O Quadro 1 simula a rentabilidade possível de ser obtida em um hectare de Acacia mangium, bem manejado, nas condições brasileiras.

A qualidade de sua madeira foi comparada à da Teca (Tectona grandis), apresentando excelente aceitação no mercado de exportação e alcançando preços iguais, a exemplo dos plantios feito na região de Ramanathapuram, na Índia.

Segundo o jornal indiano, "The Hindu", naquela região, o plantio de um hectare de Acacia Mangium (2.650 árvores/ha), seguido por práticas de manejo adequadas, deu os seguintes rendimentos financeiros:

Primeiro desbaste feito aos 2 anos: Corte de 795 árvores (não foi atribuído nenhum valor)
Segundo desbaste aos 5 anos: Corte de 530 árvores (não foi atribuído nenhum valor)
Primeira colheita aos 10 anos: Corte de 665 árvores X 0,566 m3/árvore X US$ 111,23 = US$ 41.867,75 (a)
Corte raso aos 15 anos: Corte de 397 árvores X 0,849 m3/árvore x US$148,31 = US$ 49.989,00 (b).



Atividades Exploradas Período Rend.Médio/Ano Rend. Parcial (R$)

1- Consórcio Acacia x Feijão 1o e 2o ano R$3.780,00/ha 7.560,00

2- Pecuária de corte 3o ao 15o ano 2,5 cabeças/ha 2.730,00

3 - Apicultura 1o ao 15o ano 8 colméias/ha 20.880,00

4 – Produção de madeira 1o ao 15o ano R$3.318,347ha 49.775,18

5 – Produção de forragem animal 2o, 4o , 8o , 15o Não-quantificado Não-quantificado

6 - Fixação de carbono (CO2 ) 1o ao 15o ano R$1.674/ha 25.110,00

7 – Produção de tanino 1o ao 10o ano R$1.483,61/ha 14.836,14

TOTAL DOS RENDIMENTOS 120.891,32

Os valores descritos pelo jornal merecem crédito por não diferirem muito daqueles cobrados pela madeira serrada de eucalipto na região Sudeste do Brasil, onde tem oscilado em torno de R$320,00/m3, ou seja, US$110,34/m3, aproximadamente.

Total dos rendimentos: (a + b) = US$ 91.856,75 por hectare

A Acacia mangium é uma espécie florestal de rápido crescimento, capaz de produzir madeira de boa qualidade, tanino e produtos apícolas de alto valor nos mercados nacional e internacional.

Sua madeira é utilizada na fabricação de móveis, papel, portas, carvão, MDF, aglomerados, laminados e moradias.

O plantio de Acacia mangium poderá trazer grande segurança aos empresários rurais, por atender à reposição florestal exigida por lei, proteger suas terras da erosão, garantir a manutenção das nascentes de água, constituir patrimônio de fácil e rápida liquidez e assegurar a continuidade dos seus negócios.

A rusticidade da espécie possibilita o aproveitamento e a recuperação das terras impróprias para a agricultura.

Fonte: Internet (http://www.castro.to/fazendas/acacia.htm)